O Que É o Jejum Intermitente e Como Fazer?

O jejum intermitente é a restrição voluntária da ingestão de alimentos durante um determinado período de tempo, que pode variar entre poucas horas ou vários dias seguidos esse espaço de tempo em que privamos o corpo de alimento, depende dos benefícios que queremos ter com o jejum.

As investigações científicas comprovam que quanto mais se alarga esse tempo de jejum, maiores são os benefícios, por se começarem a ativar uma série de processos bioquímicos e fisiológicos muito benéficos para o organismo.

Este é um método de fazer o organismo descansar, para que se ative a lipólise e o organismo entre num processo de autofagia.

Hoje vivemos numa sociedade mergulhada em excessos de tudo: de sedentarismo, de excesso de proteína animal e inclusive de alimentos carregados de pesticidas, de agrotóxicos, de aditivos que ingerimos diariamente.

A acrescentar a tudo isso, ainda temos uma grande carga de medicamentos e de muitas outras drogas.

Como se tudo isso não bastasse, muitas pessoas alimentam a cultura das 5 refeições diárias, sobrecarregando o nosso metabolismo.

O jejum intermitente é a maneira natural que o corpo tem de se poder libertar da grande sobrecarga de toxicidade e radicais livres, causadores de doenças.

Os animais quando não estão bem jejuam de forma instintiva, purgam-se quando estão doentes e só voltam a comer quando se sentem bem. As crianças quando não estão bem também se recusam a comer. Na pré-história, as pessoas só comiam quando caçavam.

Quais os benefícios do jejum intermitente?

O jejum intermitente, para além de contribuir para perder peso, também vai ajudar a tratar muitas doenças crónicas. Contribui para um processo de destoxificação e de limpeza profunda do organismo.

Podemos dizer que jejuar é a forma mais segura e eficaz de restabelecer a saúde.

  • Baixa a glicemia e diminui a resistência insulínica.
  • Promove um aumento dos corpos cetónicos.
  • Melhora os sintomas de síndrome de fadiga crónica.
  • Ajuda a combater diversos tipos de câncer.
  • Aumenta a apoptose e diminui a angiogênese.

Porque é que devemos jejuar?

Em todas as culturas e civilizações encontramos o jejum como um método terapêutico, tanto físico quanto espiritual, desde os tempos mais antigos: Hipócrates 400 anos a.C., Galeno 200 anos d.C., nos papiros de Ebers 1500 anos a.C.

Cerca de 80% dos problemas de saúde têm origem no aparelho digestivo, como resultado duma alimentação artificial, da ingestão de alimentos inflamatórios, como consequência, sofremos diversas reações.

É por isso que o jejum intermitente é a forma natural de controlar:

  • barriga inchada por inflamações digestivas,
  • obstipação ou disenteria,
  • esteatose hepática,
  • obesidade e diabetes,
  • hipertensão arterial e outras doenças cardiovasculares,
  • colesterol e triglicerídeos elevados,
  • gastrite e refluxo,
  • infeções urinárias e cálculos renais,
  • psoríase e outras doenças de pele,
  • dores no corpo por excesso de toxicidade,
  • estresse oxidativo, causa de muitos problemas cancerígenos,
  • inflamação sistémica,
  • baixa os níveis de homocisteína.

O que acontece quando jejuamos?

Quando o organismo já não tem glicose na corrente sanguínea, ou seja, quando estiver estável, ele vai servir-se das reservas armazenadas nos músculos e no fígado.

A partir das 12 horas de jejum, o organismo começa a entrar em lipólise, que é a capacidade de começar a queimar as reservas de tecido gordo para nutrir-se.

A partir das 16 horas de jejum, começa a acontecer a eliminação de tóxicos celulares. O corpo ativa o processo de autofagia, ou seja, de reciclagem celular.

Sem glicose nas células e na corrente sanguínea, as próprias células vão utilizar os detritos celulares, as organelas deterioradas e ativar um processo de rejuvenescimento celular.

As pesquisas indicam que o jejum vai aumentar a vida saudável das células e diminuir a probabilidade de desenvolvimento de algumas doenças.

Num jejum intermitente mais prolongado, observa-se uma diminuição dos marcadores da inflamação, desde interleucinas, cisteínas e riscos cardiovasculares.

Assim como também diminuem os valores de dislipidemia, colesterol, triglicerídeos, insulina, glicemia e estresse oxidativo.

Como fazer o jejum intermitente?

Podemos classificar o jejum segundo a sua duração: prolongado ou intermitente/parcial.

A duração dos jejuns parciais ou intermitentes, geralmente são inferiores a 24 horas:

  • 12 horas de jejum e 12 horas sem restrição da ingestão de alimentos
  • 16 horas de jejum e 8 horas sem restrição da ingestão de alimentos
  • 23 horas de jejum e 1 hora de ingestão de alimentos. Este jejum não deve ir além de 2 dias por semana e o máximo de 2 meses.

O jejum prolongado tem uma duração superior a 24h, pode ser de 2-3 dias ou inclusive de semanas. Este tipo de jejum traz muitas vantagens para ajudar a combater doenças crónicas, no entanto, requer o acompanhamento especial de um profissional de saúde. Marque uma consulta agora.

As investigações demonstram, que inclusive pequenos jejuns, mesmo que parciais, geram no interior do nosso corpo uma autêntica farmácia de moléculas anti-inflamatórias, protetoras e reparadoras do sistema imune.

Caso nunca tenha feito jejum intermitente, deve começar por uma alimentação anti-inflamatória de índice glicémico baixo, e eliminar os produtos refinados por serem muito ricos em açúcar.

Contra indicações do jejum intermitente:

  • não é recomendado a quem sobre de anorexia ou de bulimia
  • pacientes com insuficiência renal grave
  • diabéticos tipo I
  • hipotiroidismo não controlado
  • gestantes e lactantes

Para mais informações e aconselhamento, marque uma consulta.

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